Neuropsicologia e suas implicações no cuidado da pessoa com demência

Autoras: Lycia Machado e Patrícia Ferreira

Cuidador é aquele que passa a maior parte do tempo com o paciente e se responsabiliza pelos seus cuidados (Cruz & Hamdan, 2008). Tais familiares, amigos e conhecidos são considerados responsáveis ​​por informações, por não serem remunerados por esse serviço (Cova et al., 2018). A demanda por cuidados aos idosos aumenta a medida do progresso demográfico do quadro. Dessa forma, o cuidador informal, assume os cuidados relacionados à rede de suporte desse idoso que perde progressivamente sua independência. Entretanto, é comum a insegurança e o desconhecimento de como agir de forma adequada com quem precisa de cuidados.Conforme as habilidades cognitivas dos pacientes vão diminuindo, os usuários podem responsabilizar pelo controle financeiro e pelas restrições financeiras, bem como manejar situações desafiadoras no dia a dia (Santos et al., 2011).

Em decorrência de diversas atividades e atividades progressivas para quais são os agentes expostos, eles se tornam mais suscetíveis à sobrecarga, que é definido como um conjunto de fatores de impacto físico, psicológico, social e financeiro, sendo um produto da atividade de recursos, vulnerabilidade e demandas de cuidador (Pendergrass et al., 2018; Chiu, 2015; Santos et al., 2011). uma necessidade de abandonar o trabalho para definir o tempo integral do papel de cuidador (Guerra, Ferri, Fonseca, Banerjee e Prince, 2010).

As taxas de sobrecarga sobre o tratamento de pacientes com demência são consistentes e aumentadas conforme o prognóstico da doença (Brodaty et al., 2014) e como recursos individuais do próprio cuidador, como idade, sexo, ocupação, grau de parentesco e fatores determinantes no nível de sobrecarga (Black et al., 2013; Ransmayr et al., 2018). Além disso, os cuidados podem levar a outras implicações emocionais e de saúde que afetam sua qualidade de vida (Thyrlan et al., 2017; Perkins et al., 2013). Portanto, o aumento da sobrecarga aumenta o risco de idoso ser institucionalizado.

Alguns estudos não apresentam ou gênero de cuidador, subentendendo homens de sexo feminino, evidenciando assim, que homens e mulheres são socializados para papéis ocupacionais diferentes, mulheres, social e culturalmente predispostas a usar o papel de empregador e usar uma grande variedade de tarefas, tornando-as mais vulneráveis ​​à sobrecarga de papéis (Bastawrous, 2013). Não obstante, os estudos com cuidadores que apresentam dados sociodemográficos mostram a maior porcentagem de cuidadores de sexo feminino (Wolff et al., 2009). O engajamento do sexo feminino possivelmente está ligado ao papel de mãe, filha ou cônjuge.Contudo, como uma alternativa à institucionalização, ou envolvimento no cotidiano do idoso com dependência em atividades da vida diária, seja na realização ou no gerenciamento, no sentido familiar,

O aumento dos casos de Transtorno Neurocognitivo e cuidados de saúde gerenciados por familiares, evidencia a necessidade de um tratamento psicológico e terapêutico ocupacional para cuidadores. Intervenções capazes de instrumentalizar os familiares em como lidar com situações difíceis e administrar questões relacionadas a cuidados com idosos. A atenção ampliada aos cuidadores também deve ser considerada, com o objetivo de criar lugares de cuidado para esses familiares.

Estudos que mostram que a psicoeducação e terapia cognitiva comportamental diminuem os sintomas depressivos, ansiosos e de sobrecarga e consequentemente também aumentam a qualidade de vida dos cuidadores (Brodaty, Green & Koschera, 2003; Guerra, Ferri, Fonseca, Banerjee e Prince, 2010) Intervenções para tratamento psicológico de pacientes sob doença de Lima, resultados estatisticamente autorizados, que apresentaram aumento de sintomas de sobrecarga no grupo experimental, enquanto nenhum grupo de controle aumentou aumento de sobrecarga (Guerra, Ferri, Fonseca, Banerjee e Prince, 2010).

Outras alterações, também voltadas à qualidade de vida do cuidador, como alternativa de intervenção, o Programa Personalizado de Atividades (TAP – BR), que tem o objetivo de reduzir as alterações comportamentais de pessoas com demência e perda de peso do cuidador. O TAP-BR é um programa que oferece atividades ativas para idosos com demência e orientação e treinamento para cuidadores. Trata-se de um programa de intervenção em Terapia Ocupacional com duração de três meses, estruturado em oito sessões, sendo as mesmas mortas em domicílio e duas por contato telefônico (Novelli et al., 2018).

Intervenções por telefone podem ser uma alternativa para os usuários que têm acesso, como o próprio paciente que possui dificuldade de locomoção ou / ou o próprio cuidador, já para ser assistido, muitas vezes ou o empregador que utiliza o apoio de outra pessoa para se hospedar o idoso, além das limitações financeiras que devem ser usadas (Tremont et al., 2015). A tecnologia eletrônica de informação e telecomunicações mostra resultados promissores como suporte social para cuidadores de idosos (Berwig et al., 2017; Mavandadi et al., 2017), vistos que podem usar e até mesmo promover a prática clínica de saúde a longa distância.Estudos de protocolo de sessões por telefone com cuidadores são estruturados por técnicas como autocuidado, comunicação com profissionais de saúde, entendimento sobre sintomas de demência, entre outros (Berwig et al., 2017; Hermes-Pereira et al., No prelo). Normalmente, essas restrições são limitadas em um número de sessões que podem variar de 6 a 8, incluindo sintomas de depressão, ansiedade e sobrecarga.

Os autores que tratam dessa temática ainda sugerem estudos que ampliam como sendo permitido para cuidadores de pessoas com limitações físicas e que podem estar vinculados a clínicas de reabilitação (Berwig et al., 2019). Por fim, uma medida que ajuda e pessoas com alguns transtornos se sente apoiada e entendida com relação às suas complexidades, os serviços ficam pressionados de modo crescente, para incorporar novas tecnologias. Enfatizar o cuidado no domicílio e reduzir os cuidados nas instituições de longa permanência podem favorecer o bem-estar tanto do cuidador quanto o idoso.


REFERÊNCIAS

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Berwig, M., Heinrich, S., Spahlholz, J., Hallensleben, N., Brähler, E., & Gertz, HJ (2017). Apoio individualizado a cuidadores de pessoas com demência – efetividade da adaptação alemã do REACH II. BMC geriatrics, 17 (1), 286. https://doi.org/10.1186/s12877-017-0678-y

Berwig, M., Lessing, S., & Deck, R. (2019). Grupos de atendimento pós-atendimento telefônico para cuidadores familiares de pessoas com demência: protocolo de estudo do projeto Talking Time – REHAB. BMC health services research, 19 (1), 183. https://doi.org/10.1186/s12913-019-4003-7

Os dados foram coletados por meio de questionários, entrevistas, entrevistas e entrevistas. Uma meditação iogue reverte as transcriptomas relacionados a NF-κB e IRF em leucócitos de cuidadores de demência familiar em um estudo controlado randomizado. Psychoneuroendocrinology, 38 (3), 348-355. https://doi.org/10.1016/j.psyneuen.2012.06.011

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Brodaty, H., Woodward, M., Boundy, K., Ames, D. e Balshaw, R. (2014). Prevalência e edição de sobrecarga em cuidadores de pessoas com demência. American Journal of Geriatric Psychiatry, 22 (8), 756-765. https://doi.org/10.1016/j.jagp.2013.05.004

Chiu, M., Pauley, T., Wesson, V., Pushpakumar, D. e Sadavoy, J. (2015). Avaliação de uma intervenção terapêutica em técnicas de solução de problemas (PS) para cuidadores de pacientes com demência e atendimento domiciliar. International psychogeriatrics, 27 (6), 937-948. https://doi.org/10.1017/S1041610214002798

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Cruz, MDN e Hamdan, AC (2008). O impacto da doença de Alzheimer no cuidador. Psicologia em estudo, 13 (2),

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Hermes-Pereira, A., Ferreira, P., Santos, MCFB, Gonçalves., APB, Rados, DRV, Castilhos, RM, Schilling, LP, Chaves, MLF, Umpierre, R., Kochhann, R., & Schumacher- Schuh, AF (sem prelúdio). Psicoeducação telefônica e protocolo de apoio a cuidadores de pacientes com demência: um protocolo de ensaio clínico randomizado.

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Perkins, M., Howard, V. J., Wadley, V. G., Crowe, M., Safford, M. M., Haley, W. E., … & Roth, D. L. (2013). Caregiving strain and all-cause mortality: evidence from the REGARDS study. Journals of Gerontology Series B: Psychological Sciences and Social Sciences, 68(4), 504-512. https://doi.org/10.1093/geronb/gbs084

Ransmayr, G., Hermann, P., Sallinger, K., Benke, T., Seiler, S., Dal-Bianco, P., … & Guger, M. (2018). Caregiving and caregiver burden in dementia home care: results from the prospective dementia registry (PRODEM) of the Austrian Alzheimer Society. Journal of Alzheimer’s Disease, 63(1), 103-114. https://doi.org/10.3233/JAD-170657

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Tremont, G., Davis, JD, Papandonatos, GD, Ott, BR, Fortinsky, RH, Gozalo, P., … Bishop, DS (2015). Intervenção psicossocial por telefone para cuidadores de demência: um estudo randomizado e controlado. Alzheimer e Demência, 11 (5), 541-548. https: // doi. org / 10.1016 / j.jalz.2014.05.1752